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O vereador Caio Cordeiro (Novo) relatou ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) que o presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), teria mencionado a possibilidade de distribuir cerca de R$ 500 mil a cada parlamentar caso fosse concretizada a concessão ou privatização do Departamento de Água e Esgoto (DAE). A informação consta em depoimento que integra as investigações da Operação Cathedra Venalis, deflagrada em 20 de outubro.
Segundo o relato atribuído a Caio, Wanderley demonstrava interesse na transferência dos serviços do DAE à iniciativa privada e teria mencionado a distribuição dos valores aos vereadores caso a operação fosse concretizada. A suspeita é investigada no contexto de possíveis negociações de apoio político na Câmara Municipal.
O DAE é responsável pelos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário de Várzea Grande. Uma eventual concessão ou privatização da autarquia envolve decisões administrativas e políticas que podem exigir a participação do Legislativo municipal, conforme o modelo proposto.
Investigação apura negociação de apoio político
A Operação Cathedra Venalis investiga suspeitas de corrupção e possíveis negociações de vantagens financeiras para garantir apoio político na eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande.
Além do suposto repasse de R$ 500 mil por vereador relacionado ao DAE, o depoimento de Caio Cordeiro menciona outras possíveis ofertas financeiras. Segundo informações divulgadas sobre o caso, o parlamentar também relatou uma suposta proposta de R$ 100 mil para obter seu voto na eleição da presidência da Câmara, além de pagamentos mensais de R$ 10 mil.
Caio afirmou ter recusado as propostas. Os relatos integram o material analisado pelos investigadores e precisam ser confrontados com os demais elementos reunidos durante a apuração.
Medidas judiciais
A operação foi deflagrada pelo Gaeco para aprofundar as investigações sobre possíveis irregularidades envolvendo agentes políticos de Várzea Grande. Entre as medidas autorizadas pela Justiça estão buscas e apreensões destinadas à coleta de documentos, dispositivos eletrônicos e outros elementos que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.
As suspeitas relacionadas ao DAE também são examinadas sob a perspectiva de possíveis interesses econômicos e articulações políticas envolvendo a administração municipal.
Investigação em andamento
As informações sobre a suposta distribuição de R$ 500 mil por parlamentar têm como base o depoimento atribuído a Caio Cordeiro. Até o momento, o relato, por si só, não comprova que os pagamentos tenham sido realizados.
A investigação deverá esclarecer as circunstâncias das conversas relatadas, a eventual existência de propostas financeiras e a responsabilidade individual dos envolvidos.
O espaço permanece aberto para manifestações dos citados sobre as suspeitas específicas relacionadas à possível distribuição de valores envolvendo o DAE.
Publicado por:
Gabriel Soares
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