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O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) descartou assumir um cargo público remunerado no próximo governo de Mato Grosso e afirmou que pretende se dedicar aos negócios da família após não conseguir a reeleição para a Assembleia Legislativa. A declaração foi feita nesta quarta-feira (21), quando o parlamentar também revelou planos de ampliar projetos empresariais e preparar os filhos e netos para dar continuidade às atividades.

Questionado sobre a possibilidade de integrar a gestão de Otaviano Pivetta (Republicanos), que assumirá o governo estadual em 2027, Júlio foi direto ao rejeitar a hipótese de ocupar uma secretaria ou outra função remunerada.

“Não, jamais. Vou cuidar das minhas empresas”, afirmou o deputado ao explicar que pretende concentrar sua atenção nos empreendimentos familiares.

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Entre as atividades que pretende priorizar estão a TV Brasil Oeste, as emissoras de rádio da família, os projetos imobiliários e o Brasil Beach. O parlamentar também mencionou a preparação de um novo projeto empresarial em Brasília, indicando que pretende continuar investindo no setor privado após o encerramento de seu mandato.

Segundo Júlio, a quantidade de compromissos empresariais exige dedicação e planejamento. Ele também destacou o desejo de organizar a sucessão dos negócios, preparando os filhos e netos para assumir responsabilidades e garantir a continuidade das atividades da família.

Júlio cita três aposentadorias e descarta remuneração pública

Durante a declaração, o deputado mencionou os três benefícios previdenciários que recebe como um dos motivos para não ter interesse em assumir uma função pública remunerada.

Júlio afirmou que recebe aposentadoria referente ao período em que atuou como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), benefício relacionado ao mandato como senador da República e uma pensão deixada por sua esposa, Isabel Campos, vinculada à Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

“Eu não posso ser servidor público. Já tenho três aposentadorias. Então, estou muito satisfeito”, declarou.

Apesar de descartar um cargo remunerado, o parlamentar não fechou completamente as portas para colaborar com a administração pública. Ele afirmou que poderá contribuir voluntariamente caso seja necessário, desde que não receba salário pelo trabalho.

Júlio também destacou os 54 anos de atuação na vida pública e disse estar satisfeito com a trajetória construída ao longo de décadas na política mato-grossense e nacional.

Derrota eleitoral marca mudança de planos

A declaração ocorre após Júlio Campos não conseguir uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa nas eleições de outubro de 2026. O parlamentar ficou na primeira suplência, o que significa que não garantiu um novo mandato para a próxima legislatura.

Com o resultado eleitoral, Júlio deverá deixar o cargo ao final do atual mandato, em janeiro de 2027, caso não haja mudança no cenário. A decisão de priorizar as empresas representa uma mudança de foco após décadas ocupando funções públicas.

Ao longo de sua trajetória, Júlio foi prefeito de Várzea Grande, governador de Mato Grosso, deputado federal, senador da República e conselheiro do Tribunal de Contas, além de retornar à política estadual como deputado.

A possibilidade de encerrar a carreira eleitoral já havia sido mencionada pelo parlamentar após o resultado das urnas. Agora, ao descartar uma função remunerada no próximo governo, ele reforça a intenção de dedicar mais tempo às atividades empresariais e à organização da sucessão familiar.

A decisão ocorre durante a preparação da futura gestão estadual de Otaviano Pivetta. Embora tenha experiência acumulada em diferentes cargos públicos, Júlio afirmou que não pretende assumir uma função remunerada na administração, mas poderá colaborar voluntariamente se houver necessidade.

Por enquanto, a prioridade declarada pelo deputado é cuidar das empresas da família, desenvolver novos projetos e preparar a próxima geração para dar continuidade aos negócios.

Após mais de cinco décadas na vida pública, Júlio Campos sinaliza, assim, uma nova etapa de sua trajetória, com foco na atividade empresarial e sem interesse declarado em ocupar um novo cargo público remunerado.

FONTE/CRÉDITOS: Gabriel Soares